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Evangelho no larMensageiro Fraterno

Bem Vindo!



Mensagem do dia

"A mente é capaz de reconhecer pela razão os próprios erros nos quais se apoia e corrigi-los. A preguiça de pensar é a responsável pela limitação do discernimento, da razão." Joanna de Angelis.

Bem Vindo!

Louvor de Natal

Louvor de Natal

 

Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado,

cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.

Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura, em que lhes fulgia a vitória,

alàstravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição

do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.

Levantavam-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço

e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da

Humanidade.

Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para

sempre.

Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te

ofertaram esburacada manta por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor

que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.

Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto àverdadeira fraternidade.

Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...

Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas

não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão,

sem propaganda condicionada.

No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos

joelhos amigos, nem das mães fatigadas a quem te dirigiste na via pública!

A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia

Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em

pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e

as personagens de tua epopéia chamam-se “O cego Bartimeu”, «o homem de

mão mirrada», «o servo do centurião», «o mancebo rico», «a mulher

cananéia», «o gago de Decápolis», «a sogra de Pedro», «Lázaro, o irmão de

Marta e Maria»...

Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem

assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo

hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste,

para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho

e a riqueza, a tranqüilidade e a alegria, como bênção de todos.

É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em

prece:

— Salve, Cristo! os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos,

a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...

 

Emmanuel

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