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Bem Vindo!



Mensagem do dia

"A consciência é uma, porém, se manifesta diversificadamente: de uma forma restrita, na vida normal, pelo fato de ser limitada pelo organismo" Léon Denis.

Bem Vindo!

Dói morrer?!

Dói morrer?!

Dona Lúcia tinha pavor da morte. Só de falar, já lhe dava arrepios.

– “Eu nem quero pensar nisso! Me dá um medo que só!” – argumentava ela toda vez que era questionada no tema.

Mas o que antes ela evitava pensar, o avançar da idade e a fragilidade física passaram a não lhe deixar de olvidar o assunto infeliz.

Certa feita, trocando palavras com a irmã, não resistiu e perguntou:

– “Será que dói morrer?!

* * *

A morte é apenas uma passagem, muitas vezes sem nenhuma dor.

Dizem os espíritos que costumamos sentir mais dor em alguns momentos da vida do que na própria hora morte (1).

É como se fossemos dormir.

O sono será leve e dosado se de amor tiverem sido as nossas ações em vida.

Será um sono pesado, se pesadas tiverem sido as nossas práticas focadas em vaidade, orgulho e egoísmo.

Da mesma forma com que um pesadelo se desfaz ao amanhecer, o mesmo ocorre com o espírito. Passadas as tribulações que a matéria mental exala e a sintonia psíquica experimenta, um novo alvorecer se lhe descortina, trazendo aos seus olhos, em alguns casos, familiares, amigos, conhecidos que partiram ou estranhos à esta vida terrena.

Há relatos ainda que endossam a ausência de dor. Em casos de mortes violentas, os espíritos costumam ficar surpresos e atordoados. Só depois se darão conta de que desencarnaram. É o caso, a exemplo, de um soldado na guerra cujo corpo tenha sido dilacerado por uma explosão súbita. Possivelmente continuará em suposto combate até entender o que de fato ocorreu (2).

Mas não há como deixar de mencionar: há casos de dor.

Dor que pode manter no espírito a sensação física que lhe dilacera a alma, ainda que não haja mais o corpo carnal. Ou então a dor moral que será bem maior em função da consciência arrependida que cobra impiedosamente os débitos adquiridos em condutas entenebrecidas e questionáveis diante da moral ensinada pelo Cristo. É o caso dos suicidas. Daqueles que desrespeitaram as leis Divinas e precisam expiar suas faltas até serem polidas nas mãos da reparação (3,4).

Daí a importância de aproveitarmos cada momento atuando na paz, no amor e na caridade. E confiarmos sempre em Deus.

Ele nunca nos desampara.

Ele sempre estará conosco.

Márcio Martins da Silva Costa

Referências:
(1) KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Questão 154, 93a ed. Brasília (DF): Federação Espírita Brasileira, 2013b;
(2) Idem. Questão 546;
(3) Idem. Questão 983; e
(4) KARDEC, A. O Céu e o Inferno. 61a ed. Brasília (DF): Federação Espírita Brasileira, 2013ª.

Fonte: agendaespiritabrasil.com.br

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